O carioca sentiu mais frio no mês de maio, é o que aponta os dados do Sistema Alerta Rio. De acordo com o levantamento, a menor temperatura de todo o mês foi registrada na manhã do dia 12, na estação do Alto da Boa Vista, quando os termômetros chegaram aos 13°C. A passagem de frentes frias continentais e a atuação do transporte de umidade do oceano para o continente contribuíram para a queda das temperaturas.
Por outro lado, o contraste térmico do outono também se fez presente. A maior temperatura do período foi na estação Barra/Riocentro, com 36,6°C. Ao analisar os dados de todo o mês, o comportamento térmico ficou dentro do esperado, apesar da sensação de frio noturno. A temperatura mínima foi 17,6°C, ficando dentro da média histórica para o mês (16,8°C). Já o registro de temperaturas máxima foi 29,4°C, ficando também dentro do previsto (29,5°C).
Historicamente, o outono carioca já registrou marcas bem mais severas de frio. No ranking das menores temperatura mínima de outono entre 2014 e 2025, o ano de 2016 lidera isolado como o mais frio, com mínima de 8,6°C.
A meteorologista do Alerta Rio, Mayara Villela, explica que, sistemas de alta pressão e a passagem de sistemas de baixa pressão, frentes frias continentais e o transporte de umidade favoreceram para as mudanças de temperaturas e a variação da nebulosidade: “A variação da temperatura diária é um comportamento normal devido à incidência de radiação solar ao longo do dia. No outono, as temperaturas são mais amenas e, em geral, este período é considerado uma época mais seca, com dias mais curtos e noites mais longas. Além disso, durante o outono a intensidade da radiação solar que incide sobre a cidade é menor, favorecendo a ocorrência de temperaturas mais baixas no período da noite e assim uma maior amplitude térmica.”
No quesito chuva, maio registrou 16 dias com chuva. O volume acumulado ficou em 72,9mm, bem próximo do previsto, com 76,9 mm.
Os maiores e menores acumulados de chuva ocorreram na Zona Norte. O Alto da Boa Vista – região historicamente sensível e com altos volumes de precipitação – marcou 222 milímetros. O número é 52% maior que a média de 146,1mm. Enquanto a Penha teve o menor acumulado, com 29,6 mm, 30,4% inferior aos 42,5 mm.
Este ano passa longe dos recordes de chuva da série de 1997 a 2025. O topo desse ranking pertence a 1998 (137,9 mm) e 2021 (121,9 mm). Fecham a lista histórica os anos de 2006 (119,4 mm), 2007 (114,9 mm) e 2002 (114,7 mm). O Sistema de Monitoramento e Alerta de Descargas Atmosféricas e Tempestades Severas registrou 70 raios neste mês. O volume representa uma queda expressiva em relação a abril, período no qual foram contabilizadas 1.544 ocorrências.
PROTOCOLOS, RESSACA E VENTOS
Ao longo do mês, o COR-Rio acionou o protocolo de segurança para o fechamento da Ciclovia Tim Maia, na Zona Sul, em três oportunidades (nos dias 4, 11 e 21) devido a ressacas com ondas que ultrapassaram os 2,5 metros de altura, sendo uma delas responsável por interditar a Avenida Delfim Moreira, no Leblon. Apesar do mar agitado, o mês de maio não teve registros de ventos fortes (entre 52 km/h e 75,9km/h). O maior registro foi de 50,4 km/h, velocidade classificada como moderada, ocorrida às 21h do dia 10 de maio, na estação de Jacarepaguá, monitorada pelo INMET. O balanço reforça a importância dos sistemas de monitoramento contínuo para garantir a segurança da população diante de grandes eventos e fenômenos naturais.
JUNHO CHUVOSO NO RIO
O mês de junho começa com o tempo instável e previsão de chuva fraca a moderada isolada na cidade do Rio. A passagem de uma frente fria e o posterior transporte de umidade do oceano devem influenciar os primeiros dias do mês. Especialmente entre segunda e quarta-feira (01 e 03/06). A recomendação é que os cariocas fiquem atentos às atualizações do tempo ao longo dos próximos dias.
O Sistema Alerta Rio, com sede no Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio), monitora as condições do tempo em toda a cidade 24 horas por dia e divulga boletins atualizados para o cidadão e para a imprensa por meio das redes sociais (@operacoesrio), do app COR.Rio, do canal de notícias do Centro de Operações no WhatsApp e do site cor.rio.