Túnel Acústico Rafael Mascarenhas, na Zona Sul, recebe faixas preferenciais para motocicletas; no total, serão 74 km em vias estratégicas da cidade
A Prefeitura do Rio começou a implantar 19 quilômetros de motofaixas no túnel Acústico Rafael Mascarenhas, na rua Mário Ribeiro, no Leblon, na avenida Padre Leonel Franca, na Gávea e nas avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, na Lagoa. O plano é expandir as motofaixas em eixos de grande circulação viária, com objetivo de ordenar o fluxo de veículos e reduzir os acidentes de trânsito. Em julho, o elevado Engenheiro Freyssinet (Paulo de Frontin) receberá cinco quilômetros. Até dezembro de 2026, serão 74 quilômetros de intervenções em vias estratégicas e corredores importantes, como Lagoa-Barra, Avenida das Américas, Linha Vermelha e ligações entre Zona Sul e Galeão.
– Estamos implantando a motofaixa nesse trecho do túnel Acústico Rafael Mascarenhas, sentido Barra da Tijuca. Vai ser uma ligação dos túneis Acústico e Zuzu Angel até o Rebouças, pegando a Lagoa inteira, que é uma área que tem muitos acidentes de motocicleta. Motofaixa significa mais segurança e mais organização no trânsito e salva vidas – afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere, que acompanhou o início da pintura da motofaixa no fim da noite dessa quarta-feira (13/05).
Os motociclistas poderão utilizar a motofaixa do túnel Rafael Mascarenhas, no sentido São Conrado, a partir desta sexta-feira (15/05), quando a pintura será concluída. No sentido Lagoa do túnel, a pintura será finalizada até o fim do mês de maio. Já nas vias do entorno da Lagoa, o trabalho de pintura, dependendo das condições climáticas, deve ser concluído até o início de julho.
– A motofaixa vai agilizar a passagem das motocicletas e dar mais segurança. Só pelo túnel Acústico Rafael Mascarenhas, passam cerca de 67 mil veículos nos dois sentidos, diariamente. O volume é muito alto. – disse a presidente da CET-Rio, Marize Queiroz.
As vias vão receber pintura com sinalização em azul delimitando no asfalto o espaço destinado à circulação de motos. Os motociclistas poderão utilizá-las com mais disciplina e segurança, evitando colisões, principalmente quando o tráfego estiver lento. Os carros poderão passar sobre ela, com atenção, somente no momento de mudança de faixa de trânsito.
A primeira motofaixa do Rio foi criada em 2024 na autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, em São Conrado, no sentido Lagoa, com 2 quilômetros de extensão. O corredor formado pela Avenida Rei Pelé e Rua Teixeira Soares, no Maracanã, foi o segundo local e recebeu 2,4 quilômetros no sentido Centro, e 1,7 quilômetros no sentido Méier.
Estudos indicam alta adesão dos motociclistas às motofaixas, com índices entre 86% e 96%, além de melhora na organização do fluxo de veículos. No entanto, a Prefeitura destaca que a segurança depende também de fiscalização e controle de velocidade, com uso de tecnologia, videomonitoramento e radares.