Prefeitura do Rio estabelece novos estágios operacionais


29/11/2019

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, assinou decreto em que estabelece uma nova classificação dos estágios operacionais da cidade em caso de chuvas e  acidentes graves. De acordo com o texto publicado na edição do Diário Oficial do Município desta terça-feira, dia 26 de novembro, os níveis de alerta são cinco e não mais apenas três. Antes, as fases eram Normalidade (1), Atenção (2) e Crise (3). A ordem passará a ser Normalidade (1), Mobilização (2), Atenção (3), Alerta (4) e Crise (5).  Em um prazo de até 15 dias, os novos parâmetros passarão a valer.

Outra novidade é que, de agora em diante, os comunicados para a população serão feitos a partir do estágio de Mobilização (2), ou seja, antes de os problemas poderem se agravar, o que terá o efeito de melhorar a prevenção e acelerar as respostas aos cenários adversos. No nível de Alerta (4), a Prefeitura passará a priorizar o gerenciamento da crise.

Além disso, o novo protocolo detalha outros tipos de situações que podem causas transtornos que gerem impacto considerável na cidade, como acidentes em grandes vias, quedas de passarelas, eventos de grande porte, incêndios, entre outros.

Os estágios operacionais da cidade, instituídos em 2000, têm o objetivo de comunicar as equipes que atuam nos serviços da cidade, em especial, os relacionados à infraestrutura e logística urbana, e os cidadãos, como estão as condições dentro do território municipal. Eles informam, em tempo real, se a rotina da cidade segue conforme previsto ou se enfrenta problemas, e, nesse caso, qual é a severidade dos impactos.

Entenda cada estágio operacional

  1. NORMALIDADE: Não há fatores de risco de curto prazo e ocorrências que provoquem alteração significativa no dia a dia do carioca.
  2. MOBILIZAÇÃO: Risco de ocorrência de alto impacto na cidade devido a um evento previsto ou a partir da análise de dados provenientes de especialistas. Não há impactos na rotina, mas cidadãos devem acompanhar os comunicados e redes sociais da Prefeitura.
  3. ATENÇÃO: Uma ou mais ocorrências impactam a cidade, com reflexos relevantes na infraestrutura ou logística urbana, afetando a rotina de parte da população. A partir desse nível, o COR envia aviso aos órgãos, entidades municipais, cidadãos e imprensa.
  4. ALERTA: Uma ou mais ocorrências graves impactam a cidade, causando reflexos graves na infraestrutura e logística urbana, afetando severamente a rotina da população. Os múltiplos danos e impactos causados começam a extrapolar a capacidade de resposta imediata das equipes da Prefeitura. A cidade ainda possui recursos para retornar aos estágios de Atenção (3) e Normalidade (1) em um período de até 12 horas.
  5.  CRISE: Uma ou mais ocorrências graves impactam a cidade, afetando severamente a rotina da população.  Os múltiplos danos e impactos causados extrapolam de forma relevante a capacidade de resposta imediata das equipes da Prefeitura, que necessitam de período superior a 12 horas para retornar aos estágios de Atenção (3) ou Normalidade (1).
 

A tomada de decisão sobre as mudanças de estágios é feita a partir de análise da situação, feita no Centro de Operação-Rio (COR), com base em dados e informações de campo e contando com participação de gestores de diferentes secretarias e do próprio prefeito, dependendo do caso. Com uso de alta tecnologia, o monitoramento das condições do tempo e das atividades no município é realizada pelo COR, que também tem a missão de integrar as operações urbanas da cidade.

A alteração dos estágios operacionais é resultado dos estudos feitos por um Grupo de Trabalho (GT) formado por 15 órgãos da Prefeitura, instalado por meio de decreto publicado no Diário Oficial em março. Em fevereiro e abril, o Rio de Janeiro foi atingido por fortes chuvas, que mostraram a importância do aperfeiçoamento dos protocolos.

O Grupo de Trabalho ficou responsável por revisar os estágios operacionais da cidade; elaborar parâmetros e critérios para as mudanças dos estágios operacionais; elaborar protocolos de ação e de comunicação para cada estágio; e validação dos parâmetros para acionamentos de sirenes do sistema Alerta Rio.

 

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